terça-feira, 19 de setembro de 2017

SID BERNSTEIN - O HOMEM QUE QUERIA A VOLTA DOS BEATLES

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Sid Bernstein, nascido em 12 de agosto de 1918, foi empresário, produtor musical e promoter americano. Bernstein ajudou a iniciar a invasão britânica, trazendo os Beatles até os Estados Unidos, e também os Rolling Stones, Herman's Hermits, The Moody Blues e The Kinks, mudando o cenário da música americana na década de 1960. Ele foi o primeiro empresário a organizar concertos de rock em estádios esportivos. Foi ele o responsável pela famosa apresentação dos Beatles no Shea Stadium. Também organizou concertos para Frank Sinatra, Ray Charles, Jimi Hendrix, Sly & the Family Stone, Bruce Springsteen, Laura Branigan e Lenny Kravitz. Bernstein foi o primeiro a encenar um show de rock no Madison Square Garden (The Concert For Bangladesh). Bernstein morreu em 21 de august 21 de 2013 com 95 anos.
No dia 19 de setembro de 1976, o promotor de eventos Sid Bernstein, o homem responsável pelas apresentações dos Beatles no Shea Stadium uma década antes, publicou um anúncio de página inteira no New York Times demonstrando suas esperanças de reunir os Beatles para um concerto. Um evento que iria trazer consolo para um mundo "tão desesperadamente dividido". Ele salienta que as receitas poderiam chegar a US$ 230 milhões - Cerca de 1 bilhão de dólares em dinheiro de hoje. Os ex-Beatles, todos deram de ombros. Em 1979, ele tornaria a repetir a dose. A “história oficial” diz que eles nunca responderam a estes anúncios, mas Bernstein afirmou em uma entrevista em 2001 que Lennon pediu "mais detalhes" depois de ver o segundo anúncio em 79. Com base no anúncio publicado por Bernstein em 76, o produtor do programa “Saturday Night Live” - Lorne Michaels, anunciou que daria 3 mil dólares se os Beatles aparecessem lá “ao vivo” naquela noite. O que ele não sabia, era que John e Paul estavam juntos no Dakota vendo o programa e por alguns minutos acharam que seria “um tremendo sarro” aparecerem lá para faturar a mixaria. Mas acabaram desistindo. Esse episódio, é basicamente o argumento do filme “Two Of Us” ou "Tudo Entre nós". Aqui no Brasill, o texto do anúncio de Sid Bernstein, apareceu na íntegra na sensacional revista “Violão e Guitarra Especial” N°7 – Beatles”, em novembro de 1976 e a gente confere aqui:
  Domingo, 19 de setembro de 1976.
Prezados George, John, Paul e Ringo: Vocês fizeram do mundo um lugar mais alegre para se viver. Sua música encontrou o caminho nos corações de milhões de pessoas em todo os cantos do mundo. Durante quase dez anos, seus velhos e dedicados amigos e incontáveis novos desejaram, esperaram e pacientemente aguardaram um sinal de vocês, para que tocassem em cima de um palco, por apenas mais uma vez, individualmente, ou juntos. Em um mundo que parece inevitavelmente dividido, comprometido com a guerra civil, aterrorizado por terremotos, e, frequentemente, vivendo no medo de se repetirem amanhã as manchetes trágicas, mais do que nunca, precisamos de um símbolo de esperança para o futuro. Simplesmente mostrando ao mundo que pessoas podem chegar lá, juntas. Permitam ao mundo sorrir por mais um dia. Vamos, nós, mudar as manchetes do desânimo e da falta de esperança para música, vida e uma mensagem mundial de paz. Vocês quatro estão entre os pouquíssimos que têm uma posição de realizar o sonho de um mundo melhor no coração de milhões, em apenas um dia. 0 fardo do mundo não está nos ombros de vocês - todos nós compartilhamos essa responsabilidade. Esta proposta é feita para que vocês a considerem, apenas se vocês puderem encontrar tempo. E energia para fazer acontecer. Nós daqui daríamos as boas-vindas ao retomo de vocês. 0 plano: sua aparição num palco, quer vocês toquem individual ou coletivamente, ou de ambas as formas. Isto seria visto por uma plateia de milhões. Ingressos razoavelmente baratos seriam vendidos com antecedência, em todo teatro, auditório, ginásio ou estádio - onde um circuito fechado de televisão pudesse ser instalado. No dia do evento, seria pedido ao público para trazer, além do ingresso, uma lata de mantimento ou uma peça de roupa nova ou usável, para serem depositadas em caixas nas bilheterias. Esses presentes poderiam alimentar e vestir durante anos uma nação empobrecida.Uma fundação beneficente ou organização mundial como a "CARE" ou "UNICEF" (Fundo das Nações Unidas para a Infância) pode ceder seus recursos para recolher esses presentes no dia seguinte ao concerto de vocês, e distribuí-los cinco dias depois numa região transformada, da noite para o dia, em naçào de esperança e vida. Os vinte por cento destas cifras poderiam ser dirigidos à alimentação e educação de crianças órfãs das nações necessitadas. Os rendimentos possíveis: 100 milhões de dólares da venda de um disco gravado ao vivo neste evento: 40 milhões de dólares da venda de lugares a preço razoável de todo local com circuito fechado; 15 milhões de dólares pelos direitos de transmissão por TV para todo o mundo, para que seja mostrado no dia ou na semana seguinte ao concerto, 60 milhões de um filme do acontecimento, e uma quantidade igual de filme devotada a cada um de vocês - para conversar, tocar, ou dividir da sua própria maneira, suas vidas como indivíduos com seus amigos que querem ver vocês... 15 milhões da venda de programas e lembranças. A hora - Dia de Ano Novo ou Páscoa de 1977. O lugar: Belém, Liverpool, ou onde for o certo! Respeitosamente, Sid Bernstein.

JOHN LENNON - THE FAT BUDGIE

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Em setembro de 1964, John Lennon autorizou que seu desenho "The Fat Budgie", publicado originalmente em seu livro "In His Own Write" fosse impresso como cartões de natal. Em junho de 2014, os manuscritos e desenhos originais de John Lennon, produzidos para seus dois únicos livros em meados dos anos 1960, foram leiloados por 2,9 milhões de dólares. Todos os 89 lotes à venda, do livro "In His Own Write", de 1964, a "A Spaniard in the Works", de 1965, foram arrematados. Juntamente com outros itens de grande destaque no leilão, estavam o desenho original de "The Fat Budgie", vendido por 143 mil dólares, e um desenho a tinta de um guitarrista, arrematado por 137 mil dólares.

Não deixe de conferir também a postagem JOHN LENNON - UM ATRAPALHO NO TRABALHO - IMPERDÍVEL!

SIMON AND GARFUNKEL - THE CONCERT IN CENTRAL PARK

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Um ano depois da morte de John Lennon, o povo de Nova York ainda sofria, chorava e lamentava. Aquela data, o final do ano de 1980 ficou tão marcado para os americanos (e todos nós) como o dia em que John Kennedy ou Martin Luther King também foram assassinados, ou como o 11 de setembro de 2001 - dia do maior atentado terrorista de toda a história. Mas naquele belo sábado, em 19 de setembro de 1981, há 36 anos, Nova York estava novamente em êxtase.

O dia 19 de setembro de 1981, entraria para o mundo da música como um dia histórico. Em pleno pulmão de Nova York, mais precisamente no Central Park, mais de 500 mil pessoas juntavam-se para ver e ouvir PAUL SIMON e ART GARFUNKEL cantarem suas lendárias canções, numa reunião há muito desejada, depois de uma separação que atravessou toda a década de 1970.
500 mil pessoas... Para se ter uma ideia do que isso representa, esse foi o número de pessoas que assistiu aos três dias do festival de Woodstock, com todas aquelas estrelas! Dessa vez, eram apenas dois caras, que um dia se chamaram Tom & Jerry, que conseguiram juntar uma multidão como esta.

Aquela tarde e noite histórica ficou registrada e deu direito à edição de um álbum duplo lançado em LPs e fitas cassete. Também foi lançado e fez um sucesso absurdo, a fita cassete em VHS trazendo todo o concerto. O CD e o DVD só apareceriam anos depois.
Em "The Concert In Central Park", SIMON AND GARFUNKEL interpretam todos os grandes sucessos da sua carreira em conjunto e alguns outros da carreira a solo de Paul Simon, com arranjos adequados à interpretação e sonoridade do grupo. Apenas um tema, da carreira a solo de Art Garfunkel, foi integrado neste espetáculo e incluído na edição em disco e vídeo. No disco encontramos também algumas covers, como é o caso de "Wake Up Little Susie", que se tornou no primeiro single extraído deste do álbum. A verdade, é que o álbum duplo é um desfile de sucessos, "todas" estão lá. "Mrs. Robinson", tema de abertura do show, e do álbum, e um dos mais emblemáticos e populares de todo o disco, ao lado de clássicos como: "Me And Julio Down By The Schoolyard", "Still Crazy After All These Years", "The Boxer", "The Sounds Of Silence", "Bridge Over Trouble Water" e outros tantos. "The Concert In Central Park" é ainda hoje um dos mais importantes e bem sucedidos álbuns ao vivo de todo e para todo o sempre. Amém!

domingo, 17 de setembro de 2017

BEATLES CARTOON - OS BEATLES EM DESENHO ANIMADO

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Numa manhã de sábado, dia 25 de setembro de 1965, centenas de milhares de crianças americanas de todas as idades sintonizaram suas televisões para assistir a estreia do desenho animado dos Beatles. Foi um sucesso absurdo!
Produzida em 1965, a série de desenhos animados dos Beatles surgiu pelas mãos de Al Brodax, da King Features, para a rede de TV ABC. Os primeiros esquetes dos personagens foram elaborados por Peter Sander, e as animações ficavam com a TVC (TV Cartoons Ltd), de Londres e da Astransa, de Sidney, Austrália, com ajuda também das equipes do Cine Centrum (Holanda) e CanaWest (Canadá). As estórias eram simples e os roteiros surgiam com facilidade. Os animadores se inspiraram na postura dos Beatles em fotos e apresentações ao vivo.
Em entrevista dos anos 1970, Brodax assinalava que o processo de produção do desenho consistia em comprar todos os jornais e revistas com fotos dos Beatles e estudar todas as aparições do quarteto em programas de TV. Com as fotos e fitas nas mãos era então feito os testes de figurino e roteiro que consistiam em copiar literalmente o que aparecia nas TVs nos dias anteriores.
John era o líder. Paul o mais elegante e estiloso. George era um pouco curvado e suas pernas longas e finas eram sua característica mais marcante e Ringo destacava-se como o mais desconjuntado, um visual coerente com suas palhaçadas. A série "Beatles Cartoons" foi composta de 39 episódios com dois temas principais ou 78 episódios. O seriado foi exibido de setembro de 1965 a setembro de 1969.Entre os executivos, foi decidido que o público americano não iria entender o sotaque original de Liverpool. As vozes seriam “americanizadas” para o que os jovens “consideravam” um sotaque britânico. A dublagem foi feita por um americano chamado Paul Frees que fazia John e George e de um inglês, Lance Percival que dublava Paul e Ringo. Brian Epstein ficou horrorizado com o resultado e baniu a série da TV britânica onde só passou a ser exibido a partir de 1969.
Para dar um sabor internacional ao desenho, os episódios se passavam em diferentes países: Japão, Irlanda, Índia, Espanha, etc. Cada episódio tinha meia hora e era composto de 2 mini-aventuras e 2 músicas com as letras aparecendo como legendas. Foram 3 temporadas com 39 shows e 78 estórias. Originalmente, os Beatles não gostavam do desenho animado; no entanto, com o passar do tempo, passaram a gostar. Em 1972, Lennon disse: "Eu ainda me surpreendo ao assistir os desenhos animados dos Beatles na TV". Em 1999, Harrison disse: "Eu sempre gostei dos [cartoons]. Eles eram tão ruins ou tolos que eram bons, se você sabe o que quero dizer, e acho que a passagem do tempo pode torná-los mais divertidos agora".Resultado de imagem para beatles cartoon tv series
A série foi popularizada em todo o mundo pela televisão a cabo depois que terminou. Em 1986 e 1987, as novas gerações foram introduzidas à série quando foi retransmitida pela MTV e também pelo Disney Channel. Embora tenha permanecido relativamente popular ao longo dos anos, a internet permitiu ainda mais exposição dos desenhos devido à sua boa qualidade, à natureza do show e à popularidade dos Beatles como uma banda. A série ganhou de tempos pra cá, um culto fiel de seguidores on-line, levando os fãs a criar memes com base no desenho e descobrir tudo o que há para saber sobre isto. A série já esteve disponível no YouTube e em sitesmas os episódios foram removidos por questões de direitos autorais.
Em dezembro de 2004, a McFarlane Toys lançou uma linha de brinquedos com base na série de desenhos animados com todos os quatro Beatles e seus instrumentos. Em 2005, eles lançaram um conjunto em caixa com os bonecos dos quatro, além do jacaré (mascote), alto-falantes e um rádio. A Apple Corps Ltd. comprou os direitos sobre a série no início dos anos 90 e lançou em DVD. Aos fãs, novos e antigos, resta a expectativa de um novo lançamento, padrão Beatles, à altura que os desenhos animados deles merecem!

MCCARTNEY E SPRINGSTEEN JUNTOS NO MADISON SQUARE GARDEN

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Durante a noite de sexta-feira (15), Paul McCartney se apresentou no Madison Square Garden, em Nova York, e contou com a participação especial de Bruce Springsteen no show. Juntos, os dois músicos tocaram “I Saw Her Standing There”, canção que abre o primeiro álbum dos Beatles, “Please Please Me”, lançado em 1963. McCartney e Springsteen já haviam tocado juntos ao vivo em 2012, no show de Springsteen durante o festival Hard Rock Calling, no Hyde Park, em Londres, no qual também cantaram “I Saw Her Stading There” e parte de “Twist and Shout”. A apresentação não pôde ser completada, pois havia passado do horário limite do show, assim tendo seus microfones cortados. Foi a primeira vez, inclusive, que Paul McCartney tocou o clássico dos Beatles ao vivo em toda sua carreira solo.

sábado, 16 de setembro de 2017

THE BEATLES - I'LL FOLLOW THE SUN

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O contraste entre as visões que John e Paul tinham sobre a vida e o amor não poderia ser maior. Enquanto John normalmente se via como vítima, Paul demonstrava ter controle total de sua vida. Em If I Fell, John pedia uma promessa de que o amor duraria. Em I’ll FollowThe Sun, Paul sustenta que essa garantia não é possível. Ele sabe que nuvens negras podem aparecer em seu relacionamento, então decide apenas seguir o sol. Mesmo sendo uma canção um tanto egoísta, por não levar em consideração como a garota abandonada pode encontrar sua própria luz do sol, era um reflexo exato da vida romântica que Paul mantinha com Jane Asher. Era uma canção guardada "na gaveta", para ser usada quando surgisse pressão para que os Beatles criassem material novo, mas ela foi escrita em 1959. Foi pouco depois da morte de Buddy Holly, e havia uma onda de interesse por ele, que fez com que quatro singles do músico estourassem na Inglaterra. Em I’ll FollowThe Sun, é fácil detectar o efeito disso no jovem Paul McCartney. Holly era uma influência significativa para os Beatles porque, ao contrário de Elvis, escrevia todas as suas canções e tinha uma banda de apoio permanente e identificável. John (que era míope) sentia-se estimulado pelo fato de um cantor que usava óculos poder se tornar um astro do rock, e o nome dos Beatles foi inicialmente inspirado pelos Crickets, de Buddy.Beatles For Sale incluía uma faixa de Chuck Berry (Rock And Roll Music), uma de Leiber e Stoller ("Kansas City"), uma de Little Richard (Hey Hey, Hey - Kansas City), uma de Buddy Holly ("Words Of Love") e duas de Carl Perkins (Honey Don't e Everybody's Trying To Be My Baby), todas gravadas às pressas perto do fim das sessões. "Ainda existem uma ou duas de nossas primeiras músicas que valeria a pena gravar", disse Paul McCartney à Mersey Beat na época. "De tempos em tempos lembramos de algumas das boas que escrevemos no começo, e uma delas, “I’ll FollowThe Sun”, está no LP." Nos anos 1970, a empresa de Paul, MPL Communications, comprou o catálogo de Buddy Holly e desde então é responsável por organizar a cada ano o Buddy Holly Day Steve Turner.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

RINGO STARR - GIVE MORE LOVE – LANÇAMENTO MUNDIAL

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O novo álbum do baterista mais amado do mundo está sendo lançado hoje, 15 de setembro. Give More Love traz 14 faixas (quatro são regravações), contando com participações especiais de músicos estelares, de dentro e de fora da All Starr Band. Paul McCartney colabora com Ringo em duas faixas. O 19º álbum de Ringo, carrega uma pegada de certa nostalgia. Aos 77 anos, Ringo contou novamente com a parceria de Paul McCartney, o outro colega vivo da banda mais famosa da história. As colaborações entre Ringo e Paul sempre geram muito expectativa, e desta fez não foi diferente. Quando o baterista publicou uma foto dos dois no estúdio, em fevereiro, a notícia se espalhou rapidamente. "Quando estamos juntos é ótimo, porque passamos momentos muito intensos, tempos em que éramos muito íntimos", disse Ringo. "Para mim, ele é um ser humano incrível, além de ser um incrível baixista", acrescentou. O disco, claro, traz várias lembranças dos Beatles, a mais evidente é a regravação de "Don't Pass Me By", quando Ringo Starr canta "I'd like to be under the sea", enquanto a canção acaba lentamente. "É uma homenagem a uma de minhas canções, chamada 'Octopu's Garden'", disse sobre a música de 1969 do álbum Abbey Road. "Achei que era interessante usar essas músicas de antes com uma banda jovem", continuou. Nascido em 1940, Ringo tinha 29 anos quando o grupo se separou e, desde então, trabalha sozinho, com uma pequena ajuda dos amigos. Atualmente parece reconciliado com todas as pessoas que sempre quiseram saber mais sobre o quarteto de Liverpool.
Usando jeans pretos, jaqueta de couro acolchoada e óculos escuros, Ringo Starr parece jovem ao chegar à entrevista batendo os cotovelos como forma de cumprimentar - ele tem fobia de apertos de mão pelos germes -, e fazendo o sinal de paz e amor com os dedos. As lembranças em "Give More Love" vão mais além de seus anos nos Beatles. "Electricity" fala da Liverpool de sua juventude e de Johnny Guitar, seu parceiro de banda na "Rory and the Hurricanes". "Tocava tão bem... tenho grandes lembranças de como tocava, e desse tempo", relembra Ringo, que passa a maior parte do seu tempo em Beverly Hills, na Califórnia. Ringo, que completou 77 anos em julho, poderia pensar na aposentaria, mas, ao invés disso, fará oito shows em outubro em um cassino de Las Vegas, antes de começar uma pequena turnê pelos Estados Unidos. "Não penso em me aposentar, para mim não tem sentido", explica. "Continuarei enquanto conseguir segurar as baquetas", diz orgulhoso.

FILME DE GEORGE HARRISON ESTREIA NA NETFLIX

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A Netflix anunciou para hoje, 15 de setembro, o lançamento do documentário Living In The Material World (2011), sobre George Harrison. Dirigido por Martin Scorsese, o filme foi indicado em seis categorias no Emmy Awards, tendo vencido em duas: “Melhor Programa Especial de Não-Ficção” e “Melhor Direção para Programa de Não-Ficção”, para o próprio Scorsese. Living In The Material World conta toda a história de George, desde a sua infância até o seu falecimento, em 2001, passando é claro, pela adolescência roqueira, os Beatles, os altos e baixos da sua carreira solo, seu envolvimento com a cultura e religião indianas, tudo muito bem ilustrado com fotos, vídeos e depoimentos incríveis – a maioria inéditos até então.
O FILME
Semanas antes de morrer, em 2001, George Harrison recebe na Suíça a visita de Ringo Starr. O baterista relembra, em um depoimento em George Harrison - Living in the Material World, que precisava logo em seguida viajar para Boston, onde sua filha também combatia um câncer. E George diz: "Quer que eu vá com você?". Para Ringo, essa frase era a cara do guitarrista, mas há muitas outras. Ao longo das três horas e meia do documentário de Martin Scorsese, divididas em duas partes, personalidades também pinçam frases que ajudam a definir o "Beatle quieto", mas o fato é que George Harrison não se deixa biografar facilmente. Introvertido, exige uma aproximação como esta do filme, que vai juntando impressões - tanto nos pequenos momentos quanto nos grandes eventos - para tentar entender o que o movia. O maior evento, obviamente, é a beatlemania, a quem Scorsese dedica um bom pedaço da Parte 1. Poucos minutos separam, no filme, o instante em que para George a banda ainda era só uma banda ("Esses somos nós, não há produto") e a constatação de uma persona pública ("Você olha e não reconhece essa pessoa que aparece nos jornais"). A partir do momento em que George se aproxima de Ravi Shankar e Maharishi e assume um protagonismo nas questões espirituais dentro dos Beatles, o documentário pega carona - e o tema da consciência que "vive no mundo material" passa a ditar o filme. O melhor momento desse início é a cena em que George e John Lennon estão em um debate na TV sobre meditação. A câmera está em Lennon, e de repente o "Beatle quieto" o interrompe e atravessa a resposta. Muitos entrevistados ao longo do filme mencionam a variação de humor de George, que podia ser acolhedor ou brutalmente franco em minutos, e nessa cena o lado sanguíneo do guitarrista fica evidente. Chama os descrentes de ignorantes. Ainda é um George jovem, pré-1970, e notamos em seu rosto uma irritabilidade que, no universo visual vastamente registrado e documentado da banda, não se percebia com frequência. Se depois dessa cena George Harrison - Living in the Material World deixa a desejar em termos de conflitos (o próprio jardim da casa onde ele dá entrevistas é pensado para transmitir paz) é porque o guitarrista era, acima de tudo, um conciliador. Fazia a ponte entre os ânimos de Lennon e Paul McCartney e, com o fim da banda, nunca deixou de se cercar de gente (os indianos, os krishnas, os motoqueiros, Monty Python, Thames Valley Gang, Traveling Wilburys). O que não deixa de ser uma curiosidade: o introvertido que se isolou do mundo em uma mansão no campo, que se encontrou na meditação, não vivia sem amigos. Outro aparente paradoxo: George pregava o desprendimento do "mundo material", mas é bastante volumoso o material de filmagens caseiras das turnês solo e do beatle e sua família. (Não compreendemos o biografado plenamente, mas registros de arquivo de sua imagem não faltam.) Para uma pessoa que perdeu a privacidade tão cedo e tão rapidamente, e que valoriza a interiorização, George parece bem confortável com a exposição - câmeras o pegam fazendo gargarejo, entrando no banho. Até mesmo quando foge com sua esposa para Fiji nas ferias de verão, depois da tentativa de homicídio que sofreu em 1999, George leva uma câmera portátil. É uma pessoa que aprendeu a exercitar o desapego (Eric Clapton discute abertamente no filme o episódio em que tirou a mulher do beatle) mas, ao mesmo tempo, tem sempre uma noção de legado. É como se, quando morresse, não planejasse deixar nada no mundo material, com exceção da sua imagem. Se isso não é ser uma celebridade, no sentido mais puro do termo, então não sei o que é. Em Fiji, porém, George não filma a si mesmo. A sua câmera mostra o movimento das ondas aos seus pés na praia, e vemos apenas a sombra do beatle, sua silhueta. No fim das contas é isso que Scorsese consegue capturar de George Harrison: sua presença no mundo. Enigmática e incompleta como toda presença que escapa de proporção, mas ainda assim uma presença possível de sentir.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

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"You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965. Foi a primeira música dos Beatles desde Love Me Do em que um músico de fora participa das gravações, foi o flautista John Scott. "You've Got to Hide Your Love Away" foi inspirada em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein. Epstein foi responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um romance quando foram para Espanha em abril de 1963. A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas já gravadas pelos Beatles.

"Hide Your Love Away" foi gravada em um dia para a trilha de "Help!", e sua apresentação durante o filme, com os Beatles relaxando na casa onde os quatro moram, é um dos pontos altos da película. Foi a primeira gravação dos Beatles a apresentar somente instrumentos acústicos, e marcou também uma das poucas vezes que Lennon, sempre dolorosamente crítico quanto à sua habilidade como cantor, não duplicou a trilha sonora de seu vocal, como fazia desde de que descobriu esse truque de estúdio.
O músico de fora que foi convidado para tocar com os Beatles foi Johnnie Scott, que gravou as flautas tenor e alto para a música. Ele recebeu seis libras (17 dólares na época) e nenhum crédito. Os Beatles deram uma direção geral a Scott e deixaram que ele elaborasse um arranjo próprio.
Embora os Beatles não tenham lançado como single, ("não é comercial", Lennon disse),o grupo de folk inglês The Silkie, que tinha contrato com a companhia de Brian Epstein, a emplacou no Top 10 nos Estados Unidos, e os Beach Boys fizeram uma cover no álbum Beach Boy's Party, de 1965. De lá prá cá, muita gente bebeu água nessa fonte: Percy Faith and his orchestra em 1965; Jan & Dean em 1966; The Grass Roots em 1966 ; Waylon Jennings and the Waylors em 1967; The Pozo-Seco Singers em 1968; Enuff Z'nuff em 1985; Elvis Costello em 1994; A versão de Joe Cocker, em 1991, poderia ter ficado boa, mas não passou de uma tentativa de um repeteco de With a Little Help From My friendsEddie Vedder fez uma cover em 2001 para a trilha do filme I Am Same o Oasis gravou uma cover em 1994 ou 95, que também é muito ruim.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

LADIES FIRST WITH JOEY MOLLAND - SWEET TUESDAY MORNING

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Doce manhã de terça...
A Fredonia Records orgulha-se de fazer parcerias com o WhyHunger, uma organização sem fins lucrativos que luta para tentar diminuir a fome no mundo. Ladies First of HAIL! Fredonia Records, uma gravadora de estudantes na Universidade Estadual de Nova York em Fredonia, lançou sua interpretação do clássico hit de Badfinger, "Sweet Tuesday Morning". As primeiras membras da Ladies, Savannah King e Mary Ramsey (10.000 Maniacs) uniram suas forças com ninguém menos que Joey Molland, para essa colaboração única. Para quem não conhece, Joey Molland foi um dos membros formadores da banda inglesa Badfinger. Ele é o autor de Sweet Tuesday Morning, canção originalmente gravada em 1971 para o terceiro álbum da banda, Straight Up. Todos os ganhos gerados a partir da compra da música beneficiarão o WhyHunger, uma organização beneficente focada em garantir que todos tenham acesso a alimentos nutritivos.

domingo, 10 de setembro de 2017

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - SENSACIONAL!

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Lançada como single em abril de 1965 tendo “Yes It Is” como lado B, "Ticket To Ride" tornou-se o sétimo número número 1 consecutivo dos Beatles no Reino Unido e seu terceiro número consecutivo número 1 nos Estados Unidos, e também superou as paradas nacionais no Canadá, na Austrália e na Irlanda. A música também foi incluída no seu álbum de estúdio 1965 Help! Gravada nos estúdios da EMI em Londres em fevereiro daquele ano, a trilha marcou uma progressão no trabalho dos Beatles com a incorporação do drone (efeito harmônico ou monofônico ou acompanhamento em que uma nota ou acorde é continuamente soada durante a maior parte ou a totalidade de uma peça) e da instrumentação soando mais dura em relação a seus lançamentos precedentes. Entre os críticos de música, Ian MacDonald descreveu "Ticket To Ride" como "psicologicamente mais profunda do que qualquer coisa que os Beatles haviam gravado antes" e "extraordinária para o seu tempo".
"Ticket To Ride" foi escrita por John e Paul e descrita por John como "uma das primeiras gravações de heavy metal já feitas". Embora suas asas tenham sido cortadas por “You Really Got Me” dos Kinks na disputa, foi a primeira faixa dos Beatles a ter um riff insistente e alongado sustentado por uma forte bateria e a trazer um fade-out com uma melodia alterada. Usada em Help! Durante as cenas na neve austríaca, ela foi lançada como single em abril de 1965 e já tinha chegado ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA quando o filme saiu. Paul confessou ao seu biógrafo Barry Miles que, embora houvesse sido considerada absurda na época, a sugestão de alguns fãs americanos de que a canção se referia a uma passagem da British Railways para a cidade de Ryde, na ilha de Wight, estava parcialmente correta. Betty Robbins, prima de Paul, e o marido dela, Mike, gerenciavam o Bow Bras na Union Street, Ryde, e Paul e John os tinham visitado lá. Apesar de a música ser essencialmente sobre uma garota que some da vida do narrador, eles estavam conscientes do potencial do duplo sentido.
Don Short, jornalista que tinha viajado extensivamente com os Beatles no início dos anos 60, ouviu de John que a expresso tinha mais um sentido. “As garotas que trabalhavam nas ruas de Hamburgo precisavam ter uma ficha médica limpa para que as autoridades de saúde dessem a elas um cartão declarando que não tinham nenhuma doença venérea”, conta Short. “Eu estava com os Beatles quando eles voltaram a Hamburgo em junho de 1966. Foi lá que John me contou que havia cunhado a expressão ‘a ticket to ride’ para falar desses cartões. Ele podia estar brincando – era sempre preciso ter cuidado com o que John dizia.” Fonte: "The Beatles - A História por Trás de Todas as Canções" - Sreve Turner

IMAGEM DO DIA – GEORGE HARRISON – By PATTIE BOYD

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Não deixe de conferir novamente:

THE BEATLES - HUNTER DAVIES - A ÚNICA BIOGRAFIA AUTORIZADA

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Publicada originalmente em 10 de junho de 2015.
Em 1966, Hunter Davies era um jornalista interessado em saber mais profundamente sobre a história dos Beatles. Já havia entrevistado os rapazes e lido os poucos livros publicados sobre o quarteto, mas ninguém ainda havia passado muito tempo com eles ou ido além das perguntas óbvias sobre a fama e o sucesso. A ideia de escrever um livro definitivo sobre a banda do momento parecia perfeita e, surpreendentemente, eles toparam. Brian Epstein, o empresário, não apenas concordou com a empreitada como ainda garantiu: depois que o livro saísse, durante dois anos os Beatles não falariam com mais ninguém além de Davies. “The Beatles” foi publicado em 1968 e, como se sabe, em 1970 a banda não existia mais, tornando seu livro a única biografia autorizada de um dos grupos musicais mais influentes da história. Essa edição de 1968 já esteve aqui para download.

Durante 18 meses entre 1967 e 1968, Davies acompanhou John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison em shows, gravações, turnês e em momentos particulares, em casa, com suas famílias. Reuniu fotos raras, entrevistou pais, esposas e amigos dos músicos, documentou a infância e a vida pré-Beatles dos quatro, e contou a história do The Quarrymen, a primeira banda formada por John que serviu como espécie de base para o grupo.

Depois de seu primeiro lançamento, em 1968, a biografia só cresceu à medida que a importância da banda para a história da música se confirmava. Hoje, os papéis rabiscados que Davies catava no chão dos estúdios Abbey Road para incluir no livro valem milhões; o escritor acredita que cerca de 5 mil pessoas ao redor do mundo vivam do legado dos Beatles: sejam escritores, pesquisadores, acadêmicos, artistas, vendedores de souvenirs ou funcionários da indústria do turismo e de museus.

Para atualizar a história, Davies revisitou seu texto para esta nova edição. Ele não mudou o que escreveu na década de 1960: “Se tivesse que me manter atualizado com todas as revelações subsequentes (…) eu precisaria reeditar esse livro todo ano (…). Trata-se de um registro acurado, mais ou menos, do que eles acreditavam na época”, diz. Mas adicionou um prólogo com material novo, uma reflexão sobre a história dos integrantes após o fim da banda e detalhes dos bastidores da negociação do livro. Entre as informações novas incluídas no prólogo está uma letra de música inédita de George Harrison, rabiscada num papel que o músico entregou para Davies quando ele lhe pediu “um exemplo de sua caligrafia”.

No fim, também como parte da revisão, há ainda relatos sobre personagens entrevistados por Davies e que morreram ao longo destas quase cinco décadas. Entre eles estão a tia Mimi, que criou John Lennon; Linda McCartney, a primeira mulher de Paul; o Maharishi, o mestre de cerimônias do Cavern Club Bob Wooler e o gerente de produção original e muito amigo da banda Neil Aspinall além de muitos outros.

Hunter Davies é jornalista e escritor, e tornou-se famoso mundialmente como o biógrafo dos Beatles em 1968. Escreveu dezenas de biografias, contos infantis e romances, além de um celebrado livro sobre futebol. Atualmente colabora com a revista The New Statesman e os jornais The Sunday Times e Daily Mail. Também é autor do sensacional “As Cartas de John Lennon”. Esse vídeo aí embaixo está bem longe da edição brasileira lançada em 2015 com pouquíssimas fotos. Não dá pra entender por que aqui nesse país, tudo tem que ser tão meia-boca!

THE BEATLES - PAPERBACK WRITER - SENSACIONAL!

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THE BEATLES - WITHIN YOU WITHOUT YOU/TOMMOROW NEVER KNOWS

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IMPERDÍVEIS:

A PEDIDOS - PAUL & RINGO - 2014

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ROLLING STONES - SHE'S A RAINBOW - SENSACIONAL!

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sábado, 9 de setembro de 2017

THE BEATLES - THE BEATLES COME TO TOWN

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“The Beatles Come To Town” é um filme documentário produzido pela agência de notícias Pathe News para a ABC-TV em novembro de 1963. O filme mostra o efeito causado pela Beatlemania quando os Beatles chegam à cidade, neste caso Manchester. O documentário mostra os Beatles em uma conferência de imprensa, no camarim, e cantando "She Loves You" e "Twist And Shout" no Ardwick Apollo em Manchester.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

THE BEATLES - SHE LOVES YOU - A MARCA REGISTRADA DA BEATLEMANIA

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"She Loves You" é a campeã absoluta de postagens aqui no Baú. E não é pra menos. A historinha de um amor adolescente, da garota que ama o garoto que não sabe que ela o ama, foi sem dúvida o sucesso mais esmagador dos Beatles em todos aqueles anos passados, se tornando a precursora da Beatlemania com o surgimento dos gritos histéricos Yeah, Yeah, Yeah, Yeah!
"She Loves You" foi originalmente gravada para ser lançada como um single em 1963 e alcançou a primeira posição nas paradas do Reino Unido no dia 7 de setembro de 1963. Este compacto de vinil superou muitos recordes, entre eles: É a canção dos Beatles que mais vendeu até hoje no Reino Unido, entre todas suas composições. Nos Estados Unidos da America, é uma das cinco canções dos Beatles que lideravam simultaneamente os cinco primeiros lugares nas paradas de sucesso americana - um recorde não-superado até hoje por qualquer outro artista. Apesar de "I Want to Hold Your hand" ter alcançado o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos EUA antes de "She Loves You" (embora She Loves tenha sido lançada primeiro), foi a própria "She Loves You" nos EUA, que tirou "I Want to Hold Your Hand" do primeiro lugar, em 1964, enquanto no Reino Unido "She Loves You" chegou ao número 1 duas vezes.
Foi a primeira vez também que o nome do compositor John Lennon apareceu antes do nome de Paul McCartney no Reino Unido. Até então as músicas de parceria desta dupla apareciam com os créditos McCartney/Lennon. "She Loves You" é também uma das duas canções dos Beatles que recebeu nome e teve versão em outra língua, especificamente para a Alemanha, "Sie Liebt Dich" (a outra canção "Komm, Gib Mir Deine Hand" (I Want to Hold Your Hand"). A revista Inglesa, Uncut Magazine declarou em outubro de 2005, que "She Loves You" foi a terceira maior canção que mudou o mundo pop, atrás de "Heartbreak Hotel", do cantor-intérprete Elvis Presley e "Like a Rolling Stone" do compositor-poeta, Bob Dylan. Tão só e por causa de sua preeminência nas vendas e pura energia, a canção é considerada por muitos o sucesso definitivo da Beatlemania.
Aqui, a gente confere um trecho do livro do livro "The Beatles - A Biografia" de Bob Spitz.
George Martin pressionava os Beatles a produzir material para um novo compacto, de modo a manter a liderança nas paradas. Uma composição iniciada em Newcastle, após um espetáculo no fim de junho, dava a impressão de que poderia satisfazer os requisitos do pedido. Viajando na traseira de uma perua mal iluminada internamente, Paul tinha esboçado um fragmento de letra bastante promissor. Era baseado em uma answering song (música de resposta), segundo Paul, que se recordou de ter ouvido uma gravação de Bobby Rydell em que ele usava o recurso de forma inteligente. Um coro de garotas cantava: "Go, Bobby, go, everything's cool", ao que Rydell respondia: "We all go to a swingin' school". Paul vislumbrou os Beatles fazendo uma coisa parecida. Ele cantaria: "She loves you", enquanto o restante da banda responderia: "Yeah, yeh...yeah", produzindo um efeito meio sem sentido, mas com um gancho musical eficaz. Decidiu levar o projeto a John, que o classificou como "idéia de jerico". Mas achou que a letra tinha futuro.Resultado de imagem para SHE LOVES YOU
Retornaram então ao quarto no Turk's Hotel, empunharam as guitarras, e em poucas horas tinham elaborado a estrutura da canção. "She Loves You" foi concluída na noite seguinte, durante um raro dia de folga em Liverpool. Os rapazes trabalharam com afinco nela, em uma pequena sala de jantar, na Forthlin Road, com o pai de Paul sentado a menos de 2 metros, fumando sem parar e assistindo à televisão. A presença dele e o ruído não tinham importância - nada conseguia interromper a concentração de Paul e John. Eles compunham com um sentido de missão, reformulando frases inadequadas, tocando sem parar, aperfeiçoando a métrica até chegar ao ponto certo. Quando acabaram, sabiam que tinham um sucesso nas mãos. A música tinha uma energia positiva que inrrompia nas primeiras notas e culminava em uma bela harmonização vocal, distribuída pelos yeahs. George Martin ouviu-a num ensaio no estúdio, no dia primeiro de julho, e a considerou "brilhante, uma das melhores canções já composta pelos Beatles". O grupo trabalhou na música durante os dias que se seguiram, ensinando a George Harrison uma terceira voz, para encorpar o efeito. De volta ao estúdio, com Martin empoleirado em um banco em frente ao piano, eles a repassaram, seguindo um arranjo que John e Paul tinham elaborado para a guitarras. O engenheiro Norman Smith, de pé em frente à mesa de edição, mostrava-se agradavelmente surpreso enquanto ouvia a música. Um pouco antes, ele tinha examinado a letra, que estava em um suporte, e sentira um frio na barriga. Ele contaria mais tarde a Mark Lewisohn: "She loves you, yeah, yeah, yeah, she loves you, yeah, yeah, yeah...aí eu pensei: "ah, meu Deus, que letra! Acho que não vou gostar dessa música".
Na verdade, essa é uma composição com elementos que agradam a gregos e troianos, embora nada atraísse mais quem a ouvia do que a forma de executá-la. Os Beatles cantam "She Loves You" com tanta convicção que, durante a curta duração da música - bem menos dois minutos e meio -, criam um clima não apenas envolvente, mas irressistível. O desempenho dos Beatles nessa música, lhes conferiu uma imagem perfeita e duradoura. Os yeah-yeah-yeahs e os uuuuuuus em falsete (nesse ponto, eles sacudiam a cabeça ao mesmo tempo, arrancando gritinhos extasiados das fãs) se transformaram em ícones. Apesar da evolução de sua música, apesar se suas experiências com texturas musicais e equipamentos eletrônicos complexos, é difícil pensar nos Beatles sem visulizar quatro rapazes sorridentes com cabelos de cuia em sua posição clássica nos palcos - guitarras na parte superior do peito, baquetas com condução nos pratos - cantando: "And you know you should be glad - uuuuuuuu!, e agitando a cabeleira. Nenhuma referência a eles é tão imediata.
E aqui, a gente confere o que disse a revista Rolling Stone em sua edição especial "As 100 Melhores Canções dos Beatles":

Na tarde de primeiro de julho de 1963, Os Beatles estavam para gravar "She Loves You" nos estúdios da EMI quando começou a confusão. Como relembrou Geoff Emerick - então assistente no Abbey Road e, mais tarde, engenheiro dos Beatles -, "a enorme multidão de garotas que estava do lado de fora invadiu o lugar pela porta da frente... Montes de adolescentes histéricas, gritando, corriam pelos corredores, perseguidas por um punhado de ofegantes policiais londrinos". A bagunça pode ter sido uma benção disfarçada para os Beatles, que imediatamente engataram em um dos mais exuberantes singles pop de todos os tempos. "[O caos] ajudou a despertar um novo nível de energia no grupo", escreveu Emerick. Lennon e McCartney começaram a escrever "She Loves You" em uma van, em turnê, e depois fizeram o grosso do trabalho no Turk's Hotel, em Newcastle, sentados em suas camas, munidos de violões. A novidade na letra foi a introdução de uma terceira pessoa, balançando a típica fórmula do eu-te-amo. A variação foi inspirada por "Forget Him", de Bob Rydell, um sucesso no Reino Unido. "Era alguém trazendo uma mensagem", disse McCartney. "Não éramos mais nós. Há uma pequena distância que conseguimos colocar nela, o que é bem interessante." Ainda assim, algo estava faltando. "Tínhamos escrito a canção e precisávamos de mais", disse Lennon. "Tínhamos 'yeah, yeah, yeah' e pegou. Não sei exatamente de onde tiramos - Lonnie Donegan sempre fazia. Elvis fez em 'All Shook Up'." Eles terminaram "She Loves You" na casa de McCartney, de volta a Liverpool. Quando o pai de Paul ouviu a música, disse: "Filho, há americanismos o suficiente por aí. Você não poderia cantar 'yes, yes, yes' só uma vez?" McCartney respondeu: "Você não entende, pai. Não ia funcionar". Por todo o imediatismo cru de seu som, a música também anunciava um novo nível de sofisticação para os membros da banda como compositores e arranjadores. "She Loves You" abre com o refrão, em vez de usar o primeiro verso, dando um impacto extra - uma sugestão de George Martin. O toque final foi o característico acorde que encerra o refrão - ideia de Harrison -, que para Martin soava "meloso". "Ele achou que estávamos brincando", disse McCartney. "Mas não funcionava sem ele, então mantivemos o acorde e o convencemos." A aparição dos Beatles no Sunday Night at the London Palladium da ITV, em 13 de outubro de 1963, culminando na performance de "She Loves You", é frequentemente considerada o pico da Beatlemania. Os Beatles seguiriam de triunfo em triunfo no decorrer dos anos 60, mas na Grã-Bretanha, "She Loves You" continuou sendo o single mais vendido da década.
Legal demais. Quem gostou, não deixe de conferir também a postagem-show
O DIA DA GRAVAÇÃO DE SHE LOVES YOU - O INÍCIO DA LOUCURA. Absolutamente imperdível!